Um domingo qualquer em meados de setembro de 2011....
Ela viajou para dar seu testemunho na Igreja Presbiteriana
Independente de Dourados-MS, sua parceira de ministério até os dias de hoje.
Ele estava jogando futebol quando recebeu uma mensagem de um
dos seus pastores dizendo que era pra ele não faltar no culto, pois uma
missionária daria seu testemunho naquela noite.
Ele tirou as chuteiras, emprestou o tênis de alguém, tomou
banho no vestiário do campo e foi vê-la.
Ela colocou o traje africano e falou diante da igreja.
Uma pizza era pretexto para apresentá-los naquela noite, mas
a pizza nunca aconteceu.
Ele a viu.
Ela não o viu.
Ele a adicionou no facebook e tentou alguns contatos, que
não foram frutíferos nem profundos.
Ela estava intolerante e chata, como de costume, e não
deixou a conversa rolar.
Ele namorou de um lado.
Ela namorou de outro.
Ela o achava atleta demais e como a maioria das mulheres,
criou um estereótipo e tomou-o como verdade.
Um dia, ele tentou contato novamente.
Ela continuou resistente.
Ele propôs um café, fazendo um bate-volta de mais de 1000
kilômetros para conhecê-la pessoalmente.
Ela se impressionou com a ousadia e decisão. Apreciou mais
ainda sua voz e postura ao telefone.
Ele veio visitá-la, conversaram por 3 horas sem saírem do
lugar compartilhando suas histórias.
Ele falou sobre seu passado, sobre o presente e planos para
o futuro.
Ela falou sobre seu passado, sobre o presente e planos para
o futuro.
Ele analisou os sonhos dela.
Ela analisou os sonhos dele.
Ela ganhou uma flor e um cartão, e se derreteu por dentro.
Ele ganhou um chute no joelho e um beijo no braço.
Ela o levou para passear no lago.
Ele pegou na sua mão.
Eles conversaram horas a fio por telefone numa cumplicidade
natural e gostosa.
Ele veio visitá-la novamente, agora com um pedido de namoro.
Ela aceitou e sorriu, e então ganhou um beijo.
Os dois são filhos mais velhos e mandões.
Ele diz que vai domá-la.
Ela diz que vai amansá-lo.
E a verdade é que:
Ela gosta dele mesmo teimoso e turrão.
Ele gosta dela mesmo brava e birrenta.
Ele é doce com ela.
Ela é doce com ele.
E os dois são bobos um pelo outro.
Ele se ajoelhou e num momento inusitado e totalmente de
surpresa pediu a sua mão em casamento.
Ela sorriu com os olhos, com os lábios e com o coração, e
disse sim.
Ele quer morar em terras distantes a fim de proclamar o Nome
daquele que o salvou.
Ela está de malas prontas para segui-lo aonde for.
Ela talvez fique ansiosa, acelerada e com medo.
Ele vai pegar na sua mão dizendo: relaxa, respira que tudo
vai dar certo...
Ele vai ponderar as coisas com o olhar sensível e complexo
dela.
Ela vai racionalizar as coisas com o olhar mais simples
dele.
Ela se sentiu segura como nunca antes.
Ele se sentiu em paz como nunca antes.
Ele se reconheceu nela.
Ela se reconheceu nele.
E eles se amaram.
Ela é dele.
E ele é dela.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAdorei! Bençãos!
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